Título: “She is just a woman, Never Again”, frase da música Never Again dos Nickelback.
Local de Trabalho: Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas
Alunas: Ana Rita Ramalho
Cláudia Pereira
Eduarda Pinto
Orientador CLSML: Professor Daniel Pedroso
- Introdução
“Responsabilidade Social” é o valor adoptado pelo Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas para este ano lectivo de 2009/2010 , cujo objectivo é demonstrar e educar os alunos na escolha de um caminho certo, ou simplesmente mostrar aos mesmos que nem tudo o que vemos fazer é correcto. Todos nós temos um papel na sociedade e consequentemente uma responsabilidade também, e foi partindo deste principio que o colégio adoptou para o corrente ano lectivo o valor em reflexão.
Bullying, violência doméstica, assim como inúmeros outros actos de violência ou não que muitas vezes se realizam na nossa porta ao lado, são atitudes irresponsáveis, que na maior parte das vezes, têm consequências graves no mundo, na sociedade e nos que nos rodeiam. Estes, são portanto considerados actos errados e de irresponsabilidade social, cujas consequências pesam demais na nossa vida futura. Na sociedade actual, o egoísmo supera os valores e leva-nos a cometer graves erros, uma vez que vivemos num mundo onde todos querem ser os melhores, mesmo que pelos piores motivos.
Inicialmente, o grupo decidiu abordar o lado bom da vida que muitas das vezes não é apreciado devidamente, apresentando um pequeno filme com o intuito de alertar as pessoas para a forma errada como vemos o mundo. Este filme tratava-se portanto de um “hino à vida” e era composto por uma série filmagens simbólicas que representavam o lado bom da vida. Assim, o grupo tencionava mostrar (através da evolução do sentido de humor da personagem principal ao longo da história que inicialmente aparecia completamente abatida e deprimida e posteriormente, após um contacto directo com a felicidade, se tornava numa outra pessoa) que o mundo é bem mais fácil do que o que pensamos, que a vida passa sem darmos por ela e que o tempo não para nem mesmo para nos reconsertarmos e recompormos quando a vida nos faz bater com a cabeça, da mesma forma que, uma atitude positiva pode tornar a vida melhor!
Contudo, a finalização deste trabalho não foi bem sucedida já que um elemento do grupo não forneceu aos restantes as filmagens essenciais, e como tal, foi impossível ao grupo apresentar o vídeo editado à turma na data imposta pelo professor. Este, por sua vez, mostrou-se compreensivo e concedeu aos alunos uma segunda oportunidade, informando-nos ainda que seriamos penalizadas na avaliação. O grupo, que nesse momento se tornou de três elementos, entendeu perfeitamente a posição do professor e decidiu iniciar um novo vídeo, no período de férias.
Para este novo projecto, optamos por uma ideia completamente diferente da primeira: escolhemos a violência doméstica, isto porque, infelizmente, de ano para ano, de dia pra dia, esta prática irresponsável e errada ganha cada vez mais uma aderência monstruosa, principalmente pela parte de homens que se acobardam e batem nas mulheres, muitas vezes chegando a espanca-las a ponto de as matarem. Esta é uma prática decadente e surreal que todas as mulheres receiam e que tem vindo a aumentar a cada dia que passa, levando-as a deixar até de aproveitar a vida, privando-se de coisas que gostam, que lhes dão prazer e às quais têm direito, como forma de evitar sofrimento. Vivem amedrontadas, escondendo o terror que passam dentro das quatro paredes à qual perdem o gosto de chamar de “doce lar”.
Abordando assim directamente a responsabilidade social com este subtema, temos como objectivo encorajar as mulheres que lidam com este tipo de violência a falar, a gritar, a denunciarem esta prática para assim poderem por fim dar como terminado o sofrimento com o qual lidam. O Mundo de hoje não pertence aos homens da mesma forma que nunca pertenceu, no entanto, são muitos os que parecem viver ainda no século XII considerando, talvés devido ao aspecto delicado e frágil do sexo feminino, que possuem maior direito sobre nós mulheres, não compreendendo que apenas nos podem ganhar em força física.
Queremos portanto, apelar á denunciação destes casos! A violência doméstica é um crime público que pode facilmente ser denunciado até pelos familiares, vizinhos ou amigos. E, da mesma forma que muitas pessoas se unem por causas tão nobres como o Cancro ou o vírus HIV, pretendemos também nós unirmo-nos a uma causa igualmente séria e real – a Violência doméstica.
Enquanto mulheres que somos, já nos saturamos de ouvir falar de casos destes, de ler nos jornais e ouvir nas rádios, assim como em diversos outros meios de comunicação que todos os dias surgem mais episódios de mulheres mortas na sua própria casa, por vezes, juntamente com os filhos ou pior, na presença dos mesmos. E, tal como foi dito anteriormente, é tempo de reagir, de nos fazermos ouvir. E porque não começar com um vídeo no colégio?
- A apresentação da Proposta
Concluída a temática do som digital, passamos ao projecto de vídeo digital (última temática do nosso segundo período). A actividade relativa a esta temática foi oficialmente proposta no dia 22 de Fevereiro, no entanto em aulas anteriores, o professor já nos tinha dado uma espécie de tópicos e pequenas dicas do que iríamos realizar, mas não tinha estabelecido objectivos, nem dado indicações precisas, e, como Já vem sendo um hábito, para os trabalhos de oficina de multimédia relacionamos mais uma vez os nossos projectos com o valor em reflexão no Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas, a cima explicado. Por este motivo também este trabalho, como outros que temos vindo a elaborar, estão interligados a esta temática.
Definida a temática, era uma questão de organizar ideias e discutir formas de solucionar o nosso projecto já que, as bases estavam lançadas!
O projecto consistiria num pequeno vídeo/película com um tema à nossa escolha (integrado na Responsabilidade social) e que seria filmado, interpretado e editado por nós. Os grupos de trabalho eram constituídos por quatro a cinco membros e o vídeo teria de ser gravado, ou com as nossas máquinas de filmar ou por máquinas fornecidas pelo professor da disciplina pertencentes ao colégio.
Depois de concluídos, os projectos da turma, serão exposto no bar do colégio e colocado no youtube, apelando a todos a consciencialização do tema e divulgação do mesmo.
- Brainstorming
Primeiramente e para que pudéssemos alargar horizontes e procurar ideias para o nosso projecto, o professor de multimédia mostrou-nos alguns vídeos sobre a responsabilidade social. Deixamos por tanto alguns deles já que foram vídeos muito elucidativos e que nos ajudaram muito.
Posteriormente, e já por nosso própria conta, iniciamos uma pequena pesquisas relacionada com a responsabilidade socia cujos videos a baixo despertaram o nosso interesse:
Finalmente, encontramos um video no qual nos baseamos para a realização do nosso projecto:
Desde inicio, destacaram-se duas temáticas principais para o nosso projecto as quais tinhamos muita curiosidade em abordar: a violência doméstica e o bullying. Tinhamos como objectivo transmitir uma mensagem forte, chocante, com impacto no espéctador e que fosse ao mesmo tempo informativa, de forma a que as pessoas mudasse a sua atitude perante a vida e perante as situações. Para isso, focamo-nos em anúncios publicitários contra a violência doméstica e contra o bullying.
Realizamos ainda mais dois tipos de pesquisa, um para nos ajudar com a abordagem do tema e outro para a escolha da música que iria acompanhar o nosso vídeo. Começamos portanto com os vídeos sobre a violência doméstica:
E mais uma vez encontramos um video que nos chamou a atenção em particular:
Posteriormente pesquisamos sobre Bullyin:
Finalmente encontramos por sua vez a nossa Ideia predilecta para o final do nosso projecto caso interpretasse-mos realmente esta temática:
Para a música, encontramos várias músicas que nos agradaram, entre elas:
Finalmente, após toda uma primeira fase de pesquisas, decidimo-nos realmente, e após uma pequena discução de grupo, escolhemos definitivamente a violencia doméstica como temática principal do nosso projecto, deixando aqui definitivamente para trás a ideia de podermos abordar Bullying.
A decisão foi de consenso geral.
- Planeamento
- Quarta-feira, dia 7 de Abril
Foi durante a tarde deste dia que se realizou uma reunião de grupo onde foram feitas todas as pesquisas necessárias e ainda por fazer e que ficou decidida a temática do projecto, assim como os dias a gravar, as cenas e os materiais a utilizar.
- Quinta-feira, dia 8 de Abril
- Encontramo-nos em casa da Eduarda às 8horas para filmar a cena fulcral do vídeo;
- Apanhamos o autocarro das 9h, na Feirense (Lourosa) rumo a Espinho;
- Embarcamos no comboio para o Porto – estação de São Bento às 9h44;
- Chegada a Porto – São Bento às 10h20;
- O grupo procurou a loja Mascarilha, perto do Rivoli, para comprar algum materia necessário ás filmagens;
- Chegadas à rua Santa Catarina, o grupo iniciou as filmagens;
- 12h, o grupo vai almoçar ao Mac’Donalds;
- Terminado o almoço, dirigimo-nos à estação São Bento e regressamos a Espinho no comboio das 13h17. Por sua vez em Espinho, cada elemento do grupo decidiu como ir para casa.
- Sexta-feira, dia 9 de Abril
Para iniciarmos a edição do vídeo, o grupo decide encontrar-se às 9h30 em casa da Ana Rita Ramalho.
- Sábado, dia 10 de Abril
O grupo reúne-se novamente em casa da Ana Rita Ramalho para terminar a edição do vídeo.
- Produto Final
Após algum tempo em planificações, filmagens e edições, o grupo finalmente conseguiu terminar o trabalho esperado perfeitamente dentro do tempo previsto.
O vídeo retrata o dia-a-dia disfarçado de uma mulher violentamente agredida que se esconde por trás de uma máscara. Esta máscara simboliza o silencio, a aceitação da violência e a vida fingida que a mulher toma como forma de esconder do mundo o sofrimento com que lida diariamente.
Inicialmente, a personagem principal, mulher agredida, passeia calmamente numa das ruas mais movimentadas do porto tentando transparecer uma atitude normal, natural. Transporta consigo um saco de compras e faz-se acompanhar por uma amiga que caminha a seu lado, sem que ninguém se aperceba da sua presença nem estranhe a sua máscara.
Posteriormente, após um dia repleto de agitação nas ruas do porto, a mesma mulher retira a máscara em frente ao espelho da casa de banho de sua casa, e aí são visíveis as marcas que transporta consigo por trás da máscara, não só físicas como também emocionais.
Esta situação repete-se e a mulher volta a dar consigo num estado miserável. No entanto, desta vez o cenário é o seu quarto – o diferente local e as igualmente diferentes roupas mostram que a situação se repetiu, que esta foi de novo agredida – as marcas estão novamente lá e desta vez ainda mais negras – a situação parece ter piorado de forma a que esta é intuitivamente forçada a coser a boca. A boca cosida simboliza agora o desespero, a impossibilidade de falar. O cenário em que se encontra é triste e escuro e o clima é pesado, de depressão, a tristeza abate-se sobre ela e essa tristeza é realmente visível na sua cara na cena final.
O vídeo termina com um apelo forte. Com apenas três palavras nós, autoras do pequeno filme, debitamos uma expressão cada uma de forma a encorajar todas as mulheres que possam sofrer deste tipo de violencia a denunciar a sua situação.
Como já disse anteriormente: a violência doméstica é um crime público que pode ser facilmente denunciado por qualquer pessoa que rodeie a vítima! O SILÊNCIO NÃO É SOLUÇÃO!
Todo o vídeo se faz acompanhar por uma música de carácter sereno, calmo, tranquilo e que ajuda, de certa forma, á meditação com o intuito lógico de fazer as pessoas pararem pensarem na seriedade do assunto e encararem o mesmo como se tratando de um crime que ilustra cada vez mais a sociedade dos nossos dias. É afinal isto que queremos para nós e para os que nos são próximos? Cantores da actualidade como Evanescence, Moby e Within Temptation dão vós a estes tema intitulados respectivamente de “my immortal” (instrumental), “porcelain” e “angels” que escolhemos para acompanhar todo o projecto.
Optamos por um genérico simples que retrata apenas a solidão e a depressão que se abate sobre a personagem principal e fizemos igualmente um genérico, desta vez muito animado com filmagens cortadas e momentos engraçados durante as maquilhagens e preparações das gravações
- Pontos Fracos/Fortes
É de consenso e opinião geral que, dado o tempo e as circunstancias, tudo correu da melhor maneira possível. Todo o grupo considera que não houveram pontos fracos, apenas fortes, uma vez que tanto em termos de ideia como de realização superou todas as nossas expectativas.
- Aspectos a melhorar
Não havendo pontos fracos não há igualmente grandes pontos a melhorar. Mesmo conscientes de todo o trabalho e de que não somos realizadoras de cinema e tendo em conta a inexperiência no que toca ao software, todas concordamos que o trabalho corresponde ao planeado tendo até superado as nossas expectativas. O resultado final é totalmente do nosso agrado.
- Conclusão
Após todo o processo terminado e tendo em conta que é o nosso segundo projecto concluímos que nem sempre as coisas resultam bem e, fazendo a comparação de ambos os projectos, é de opinião geral que este foi notoriamente melhor do que o anterior, não apenas no resultado final como também nas gravações em si. Aprendemos bastante com o primeiro projecto e os erros que cometemos no mesmo preocupamo-nos em não cometer neste.
O primeiro projecto foi sem dúvida um projecto muito ambicioso, motivo pelo qual suscitou algumas dúvidas principalmente por parte do professor se na verdade resultaria como previsto. Este, por oposição, foi um trabalho menos ambicioso, com uma duração menor mas muito mais directo. Contem uma história, uma lição e uma mural da mesma forma que o primeiro, mas é muito mais conclusivo, muito menos subjectivo e muito mais focado no objectivo principal do vídeo.
Apesar de todos os inconvenientes e dos contra-tempos do primeiro projecto, consideramos que o aparecimento deste segundo projecto e esta nova oportunidade foi proveitosa para nós. Gostamos de realizar este trabalho e estamos muito contentes com o resultado final. Espero que gostem tanto quanto nós!





