Relatório de Final de Projecto – Vídeo
“E se hoje fosse o teu último dia…?”
Elementos do grupo:
Ana Ramalho
Bárbara Oliveira
Cláudia Pereira
Eduarda Pinto
Professor: Daniel Pedrosa
Disciplina: Oficina Multimédia
Estabelecimento de ensino: Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas
Ano lectivo: 2009/2010
- 2º período -
Santa Maria de Lamas, 21 de Março de 2010
Responsabilidade Social:
(Responsabilidade segundo o “Livro Verde da Comissão Europeia)
“Segundo o Livro Verde da Comissão Europeia (2001,a responsabilidade social é um conceito, segundo o qual, as empresas decidem, numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo. Com base nesse pressuposto, a gestão das empresas não pode, e/ou não deve, ser norteada apenas para o cumprimento de interesses dos proprietários das mesmas, mas também pelos de outros detentores de interesses como, por exemplo, os trabalhadores, as comunidades locais, os clientes, os fornecedores, as autoridades públicas, os concorrentes e a sociedade em geral. Afirma Carlos Cabral-Cardoso (2002)que o conceito de responsabilidade social deve ser entendido a dois níveis. O nível interno relaciona-se com os trabalhadores e, mais genericamente, a todas as partes interessadas afectadas pela empresa e que, por seu turno, podem influenciar os seus resultados. O nível externo tem em conta as consequências das acções de uma organização sobre os seus componentes externos, nomeadamente, o ambiente, os seus parceiros de negócio e meio envolvente. Factores que originaram o conceito a RSE São diversos os factores que deram origem à necessidade de se observar uma responsabilidade acrescida das organizações. Num contexto da globalização e de mutação industrial em larga escala, emergiram novas preocupações e expectativas dos cidadãos, dos consumidores, das autoridades públicas e dos investidores. Os indivíduos e as instituições, como consumidores e/ou como investidores, adoptam, progressivamente critérios sociais nas suas decisões (ex.: os consumidores recorrem aos rótulos sociais e ecológicos para tomarem decisões de compra de produtos). Os danos causados ao ambiente pelas actividades económicas, (ex.: marés negras, fugas radioactivas) tem gerado preocupações crescentes entre os cidadãos e diversas entidades colectivas, pressionando as empresas para a observância de requisitos ambientais e exigindo à entidades reguladoras, legislativas e governamentais a produção de quadros legais apropriados e a vigilância da sua aplicação. Os meios de comunicação social e as modernas tecnologias da informação e da comunicação têm sujeitado a actividade empresarial e económica a uma maior transparência. Daqui tem resultado um conhecimento mais rápido e mais profundo das acções empresariais – tanto as socialmente irresponsáveis (nefastas) como as que representam bons exemplos (e que, por isso, são passíveis de imitação) – com consequências notáveis na reputação e na imagem das empresas.
Responsabilidade Social diz respeito ao cumprimento dos deveres obrigações dos indivíduos e empresas para com a sociedade em geral.
Existem várias outras a definições para o termo responsabilidade. Podemos citar, entre elas, as seguintes:
Alguns sociólogos entendem como sendo responsabilidade social a forma de retribuir a alguém, por algo alcançado ou permitido, modificando hábitos e costumes ou perfil do sujeito ou local que recebe o impacto.
Podemos citar um exemplo: A implantação de uma fábrica em uma determinada localidade, cujo espaço era utilizado pelos moradores como pasto para seus animais, ocasionando perda desse acesso, exigindo a criação de novas forma de alcançar o que estava posto e estabelecendo um novo cenário para o local.
Como compensar aos nativos e a natureza por essa “invasão”? Aplica-se no caso actos contínuos que possam de uma forma adequada compatibilizar a perda dos antigos moradores com meios compensatórios de forma a evitar o máximo mudanças bruscas.
Observe-se que há outras interpretações.
Um outro exemplo:
Uma empresa que patrocina uma equipa de futebol ou voley que supostamente tem condições de se manter sozinho é responsabilidade social?
Sim, desde que a relevância do fato de determinada empresa efectuar tal patrocínio tenha relevância social e seja de amplo espectro de aplicação. Tornando mais fácil ao acesso da educação, desporto, cultura, entre outros a comunidade local envolvida.
Responsabilidade social corporativa
É o conjunto amplo de acções que beneficiam a sociedade e as corporações que são tomadas pelas empresas, levando em consideração a economia, educação, meio ambiente, saúde, transporte, moradia, actividade locais e governo, essas acções optimizam ou criam programas sociais, trazendo benefício mútuo entre a empresa e a comunidade, melhorando a qualidade de vida dos funcionários, quanto da sua actuação da empresa e da própria população.
Responsabilidade Social Empresarial é a forma de gestão ética e transparente que tem a organização com suas partes interessadas, de modo a minimizar seus impactos negativos no meio ambiente e na comunidade. Ser ético e transparente quer dizer conhecer e considerar suas partes interessadas objectivando um canal de diálogo.
Visões de Responsabilidade Social:
De acordo com Melo Neto e Froes (2001), a melhor maneira de analisar o conceito de responsabilidade social empresarial é identificando as diversas visões existentes, apresentadas a seguir:
De acordo com Melo Neto e Froes (2001), a melhor maneira de analisar o conceito de responsabilidade social empresarial é identificando as diversas visões existentes, apresentadas a seguir:
- A responsabilidade social como um conjunto de valores: Não incorpora apenas conceitos éticos, mas uma série de outros conceitos que lhe proporciona sustentabilidade, como por exemplo, auto-estima dos funcionários, desenvolvimento social e outros.
A responsabilidade social como estratégia de recursos humanos: As acções são focadas nos colaboradores e nos seus dependentes, com o objectivo de
- satisfazê-los e consequentemente reter seus principais talentos e aumentar a produtividade.
- A responsabilidade social como estratégia de valorização de produtos/serviços: O objectivo não é apenas comprovar a qualidade dos produtos/serviços da empresa, mas também proporciona-lhes o status de “socialmente corretos”.
- A responsabilidade social como estratégia de inserção na comunidade: A empresa busca aprimorar suas relações com a comunidade e a sociedade e também a definição de novas formas de continuar nela inserida.
- A responsabilidade social como estratégia social de desenvolvimento na comunidade: A responsabilidade social é vista como uma estratégia para o desenvolvimento social da comunidade. Dessa forma, a organização passa a assumir papel de agente do desenvolvimento local, junto com outras entidades comunitárias e o próprio governo.
- A responsabilidade social como promotora da cidadania individual e colectiva: A empresa, mediante suas acções, ajuda seus colaboradores a se a tornarem verdadeiros cidadãos e contribui para a promoção da cidadania na sociedade e na comunidade.
- A responsabilidade social como exercício de consciência ecológica: A responsabilidade social é vista como responsabilidade ambiental. A empresa investe em programas de educação e preservação do meio ambiente, e consequentemente, torna-se uma difusora de valores e práticas ambientalistas.
- A responsabilidade social como exercício de capacitação profissional: Neste caso, o exercício de responsabilidade social se dá com a capacitação profissional dos membros da comunidade e empregados da empresa.
- A responsabilidade social como estratégia de integração social: Esse conceito parte do pressuposto de que o maior desafio histórico da nossa sociedade actual é o de criar condições para que se atinja a efectiva inclusão social no país.
Percebe-se então que inúmeras são as interpretações e definições de Responsabilidade Social Empresarial, e que cada empresa acaba actuando de uma forma perante si e a sociedade. Em geral, não há um significado preciso de responsabilidade social, surgindo assim, conhecimentos teóricos com diferentes conceituações – responsabilidade social como obrigação social (Friedman, 1970); responsabilidade social como aprovação social (Davis e Blomstrom, 1975) e responsabilidade social como abordagem sistémica dos stakeholders (Zadek, 1998).”
(retirado da Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Responsabilidade_social – o texto apresenta correcções efectuadas pela aluna, tendo todos os termos brasileiros sido corrigidos e, consequentemente, o texto adaptado para o português (de Portugal). Como tal, o texto foi lido e corrigido antes de integrar o relatório, apresentando, portanto, toda a relevância.)
Todo o projecto deve incluir o “porquê?” e o “para quê?” da sua execução. Ou seja, é indispensável a elucidação acerca da sua intencionalidade no que concerne a toda a sua forma e conteúdo, desde onde surgiu a ideia até aos objectivos e metas alcançadas. Isto é um lugar-comum.
O texto acima transcrito integra o relatório do projecto a título introdutório. Isto é, serve, essencialmente, para contextualizar o trabalho, indicando a abordagem específica do mesmo.
Como tal, foi então apresentada a temática da proposta de projecto e, dadas as indicações fornecidas, passamos então ao relatório propriamente dito do desenvolvimento do projecto.
Planificação do projecto:
Escala de tarefas:
Todos os elementos do grupo participaram e integrarão todos os papéis fundamentais à execução do projecto. Isto é, nenhum elemento do grupo ficara encarregue de exercer exclusivamente determinada função, sendo que todas as atribuições de tarefas serão feitas, repetidamente, em todas as reuniões do grupo, obtendo-se portanto uma escala de tarefas rotativa que permitirá a aquisição, por parte de todos os elementos do grupo, de noções básicas de todas as etapas que constituem a produção de um projecto audiovisual.
Agenda de trabalhos – Reuniões (extra aula) de discussão de ideias – pré-produção:
05.Mar.2010 – definição do tipo de projecto a realizar e pontos fulcrais a focar e divulgar.
08.Mar.2010 – partilha de ideias e opiniões e delineação dos trâmites essenciais do projecto.
10.Mar.2010 – pesquisa e visualização de modelos de vídeos passíveis de integrarem o leque de referências a ter em conta na execução do projecto.
Cenas integrantes do desenvolvimento:
1. Atirar dinheiro ao ar
2. Pintar papel de cenário
3. Sessão fotográfica da luta contra o cancro da mama
4. Viagem de carro
5. Deixar uma mensagem na árvore
6. Estar num telhado
7. Ver as estrelas
8. Planear viajar
9. Acampar
10. Deixar a nossa marca num determinado sítio
11. Estar entre amigos
12. Ver fogo-de-artifício
13. Contemplar/Meditar num lugar calmo
14. Luta de almofadas
15. Correr na areia
16. Sentar à beira mar
17. Mar visto do paredão
18. Desenhar um coração na areia
19. Ver o mar na areia
Calendário de filmagens:
domingo 14.Mar.2010
terça-feira 16.Mar.2010
quinta-feira 18.Mar.2010
sexta-feira 19.Mar.2010
sábado 20.Mar.2010
domingo 21.Mar.2010
segunda-feira 22.Mar.2010
Materiais necessários:
- 2 Lanternas
- 1 Reflector
- 1 Ventoinha
- 2 Borrifadores
- Pétalas de flores
- Símbolo da luta contra o cancro
- Papel de cenário
- Tintas
- Pincéis
- Tenda
- Telemóvel
- Candeeiro (foco)
- Maço de cigarros
- Despertador
- Mudas de roupa
- Maquilhagem
- Telescópio
- Mapa
- Fitinhas de cetim
- Almofadas
- Papel A3
- Notas de “brincar”
Intencionalidade das cenas – Desenvolvimento:
1. Atirar dinheiro ao ar:
Na presente cena surge a crítica e a sátira social. Vivemos numa sociedade que gira em torno dos bens materiais e relações económicas. Seremos assim tão livres quanto pensamos? Pois bem, aqui fica a questão. E, com esta cena, pretendemos deixar clarividente a nossa opinião quanto à situação em causa. Somos prisioneiros, ainda que de forma subtil, do poder económico das grandes potências. Assim, esta cena pretende marcar uma posição face à questão, mostrando, de forma simbólica, o bem-estar e o prazer que o simples facto de ignorar a importância do dinheiro nos poderá trazer. A vida não se resume a roupas de marca, carros de luxo, telemóveis topo de gama e moradias com vista para o mar.
2. Pintar papel de cenário:
Nada como um lado divertido e dinâmico para mostrar que a vida pode ser algo completamente alheio à monotonia. Mais uma vez, o sentido metafórico que alia um momento divertido à ideia de “colorir” a vida, de forma aleatória e espontânea. São pequenos momentos de alegria como este que nos mostram a versatilidade do nosso pensamento e forma de encarar a vida. Como tal, conjugamos a ideia de enfatizar o lado bom da vida com o nosso sentido artístico enquanto aprendizes da Arte propriamente dita.
3. Sessão fotográfica da luta contra o cancro da mama:
Uma vez que este é um projecto desenvolvido por um grupo composto na sua totalidade pelo sector feminino, decidimos direccionar um pouco mais o trabalho para a mulher. Como tal, e como temos contacto directo com o problema em questão, decidimos optar por uma vertente de chamada de atenção, alertando para questões como o cancro da mama. No entanto, uma vez que este é um trabalho portador de uma forte carga de energia positiva, decidimos abordar a temática de uma forma positiva, retratando-a ao nível da prevenção e não do tratamento. Assim sendo, esta cena pretende mostrar quão mais fácil pode ser a vida se evitarmos a exposição às situações de risco, controlando periodicamente a nossa saúde e bem-estar. Mente sã, corpo são!
4. Viagem de carro:
Todos os dias, deslocamo-nos em itinerários repetidos, passando pelas mesmas coisas pelas quais já tínhamos passado no anterior, e no anterior a esse. Incluir no trabalho uma dessas viagens de carro é apenas uma forma de memorizar algo que, geralmente, nos passa completamente ao lado. Talvez assim, nos passemos a concentrar mais nos pequenos pormenores e a partir daí, em vez de apenas olhar para o que nos rodeia, passemos a ver realmente o que ali está.
5. Deixar uma mensagem na árvore:
Partilhar uma mensagem com o Mundo é uma mensagem que podemos fazer das mais variadas formas. Toda a gente conhece o velho truque da mensagem dentro da garrafa lançada ao mar. Para contornar um pouco o usual desta questão, decidimos abordá-la de uma forma ligeiramente mais original. Como tal, decidimos interpretar a situação através da inscrição de uma mensagem numa árvore. Ela estará sempre ali, mesmo passados muitos e muitos anos. Assim, estaremos como que a imortalizar um pensamento, um estado de espírito momentâneo.
6. Estar num telhado:
Um lugar pouco usual, na verdade. Mas não é por isso que deixa de ser um bom lugar. Há que variar, fugir à rotina, contornar os (maus) hábitos. Estar no topo de um edifício, olhar lá para baixo e ver, o que geralmente nos transcende, do tamanho de um grão de arroz faz-nos sentir maiores do que o mundo, maiores do que nós próprios.
7. Ver as estrelas:
Conhecer o mundo à nossa volta, o universo em nosso redor. Concentrarmo-nos em alguma coisa que realmente nos transcende. Um olhar sobre aquilo que de mais infinito conhecemos (mal). Nada como um olhar sobre o vazio negro do universo que nos mostra quão preenchida e colorida é a vida.
8. Planear viajar:
A vida é feita de planos. Não deve ser encarada como um guião que deva ser seguido religiosamente, mas como é lógico, deve obedecer a determinadas regras:
Regra nº1: ter objectivos definidos;
Regra nº2: fazer da vida um jogo, no qual acumulamos pontos conforme as nossas conquistas;
Regra nº3: festejar as nossas vitórias como se cada uma delas fosse sempre a maior e a melhor de todas.
Regra nº4: sermos fiéis aos nossos princípios e convicções;
E, por últimos, mas não menos importante,
Regra FUNDAMENTAL: SER FELIZ COM O QUE TEMOS E PODEMOS TER!
Mesmo assim, nada nos impede de sonhar. Se sonharmos alto e o desejarmos com muita força, é meio caminho andado para o alcançarmos.
Mais uma vez, se a vida é uma viagem, basta-nos traçar o itinerário que queremos seguir e os lugares que queremos visitar durante essa jornada.
9. Acampar:
Quem não gosta de uma boa noite ao relento com os amigos? As gargalhadas, as cantorias, as peripécias a montar o acampamento, as histórias… Haverá, algum dia, algo melhor do que partilhar bons momentos com os amigos? Todas as aventuras, cada momento… São coisas que valem a pena viver, valem a pena recordar.
10. Deixar a nossa marca num determinado sítio:
Quando somos pequenos, naquela fase dos “porquês”, tentamos encontrar uma explicação e uma solução para tudo. Nessa altura, sonhamos com o futuro e perguntamo-nos se, uns anos mais tarde, nos lembraremos daquele exacto momento. Por isso, costumamos idealizar o marco da nossa passagem em determinado lugar.
Pois bem, nada como realmente cumprir esse desejo e relembrá-lo como a conquista de um objectivo, sem desistências nem comodismos.
11. Estar entre amigos:
Nesta cena, pretendemos abordar a técnica de uma forma mais livre. Quando estamos entre amigos não nos preocupamos em seguir regras. Como tal, esta é uma cena que será filmada com descontracção, com total desapoio da câmara ignorando as condições envolventes. É uma cena espontânea com a qual pretendemos transmitir exactamente isso: espontaneidade.
12. Fogo-de-artifício:
Uma mera celebração de um acontecimento importante. Celebremos a vida que, por si só, é a melhor coisa do mundo! Com todos os seus altos e baixos, com todos os dias cinzentos de chuva, com todas as perdas… Ninguém disse que a vida é um mar de rosas. Mas, pelo menos, é algo nosso, algo que nos pertence e com a qual fazemos o que queremos, cientes de todas as consequências.
13. Contemplar/Meditar num lugar calmo:
Toda a gente precisa de um momento de relaxe e distracção. Aqui temos a questão da abstracção e desprezo pelo mundo exterior e preocupações alheias. Todos nós dependemos de breves segundos de repouso mental, caso contrário, não há bem-estar que aguente.
14. Luta de almofadas:
Pequenos momentos, grandes alegrias. Ilustrar momentos de plena felicidade não implica grandes pompas. Momentos simples também ficam gravados na memória. Esse é outro dos pontos fulcrais deste trabalho: a simplicidade da felicidade.
15. Correr na areia:
Correr na areia, uma cena portadora de uma forte simbologia. Esta cena pretende remeter-nos à noção literal de liberdade. Estamos, portanto, perante uma cena simples cuja intencionalidade se baseia em despertar a pessoa para a necessidade de viver a vida na sua plenitude.
16. Sentar à beira mar:
Esta é uma cena que funciona na base de todas as outras filmadas, igualmente, na praia. Basicamente, é uma cena visualmente simples, no entanto, complexa na sua simbologia. É uma cena cuja interpretação depende do estado de espírito do espectador. De qualquer das formas, o intuito da cena é transmitir calma e paz de espírito através de um acto tão simples quanto sentar à beira mar a observar a imensidão azul à sua frente. Mais uma vez, pequenas situações podem trazer-nos grandes alegrias.
17. Mar visto do paredão:
A mensagem a transmitir com esta cena é simples e directa: expor a pessoa a uma situação de contacto com a força da Natureza, que é aquilo que de mais forte conhecemos, com o relaxamento que essa mesma força nos traz.
18. Desenhar um coração na areia:
Para amar não precisamos, forçosamente, de amar algo ou alguém. Podemos simplesmente amar a vida. Algo abstracto, sem presença física, mas que sabemos que a temos. Essa é a ideia desta cena. Desenhar um coração na areia não é dizer que a amamos somente a ela. É dizer que amamos a areia, as pessoas que a pisam, o mar que a acabará por cobrir, os peixes do mar… Enfim, toda uma imensidão de coisas que, entrando neste ciclo vicioso, acabam por compor todo o mundo. Por isso: AMA O MUNDO INTEIRO À TUA VOLTA!
19. Ver o mar na areia:
O simples acto de observar algo tão maior que não, tão mais forte, tão mais profundo, tão mais rico. A intenção desta cena é retratar o mar como um espelho, no qual vemos um reflexo de nós próprios, ou do que ambicionamos ser.
Organização de cenas do projecto:
Organização e sequenciação de cenas – Introdução:
1º Chegada/Entrada em casa
2º Sentar no sofá/Ligar tv/Descansar
3º Adormecer
4º Pesadelos
5º Flashback (aspectos negativos da vida)
6º Toque da campainha
7º Acordar/Abrir a Porta
8º Clarão (Entrada para o desenvolvimento)
Organização e sequenciação de cenas – desenvolvimento:
1ª Mar visto do paredão
2ª Acampar
3ª Contemplar/Meditar num lugar calmo
4ª Atirar dinheiro ao ar
5ª Sessão fotográfica da luta contra o cancro da mama
6ª Deixar a nossa marca num determinado sítio
7ª Viagem de carro
8ª Ver o mar na areia
9ª Ver as estrelas
10ª Desenhar um coração na areia
11ª Planear viajar
12ª Estar num telhado
13ª Deixar uma mensagem na árvore
14ª Ver fogo-de-artifício
15ª Estar entre amigos
16ª Luta de almofadas
17ª Correr na areia atrás das gaivotas
18ª Sentar à beira mar
19ª Pintar papel de cenário
Organização e sequenciação de cenas – Desenlace:
1º Clarão (entrada no desenlace)
2º Fechar a porta
3º Mudar de roupa (p/ cores mais vivas)
4º Sair de casa/I ter com as amigas
5º Encarar o dia com um sorriso
Execução do projecto:
O projecto, para o presente grupo, teve início com alguma antecedência, uma vez que, assim que tivemos conhecimento do trabalho, começamos, imediatamente, a prepará-lo e discuti-lo em grupo.
Como tal, pudemos planear um trabalho com uma mensagem consistente e portadora de uma forte coerência.
Posto isto, o trabalho dividiu-se em cinco grandes fases:
Num primeiro plano, uma fase introdutória – recolha, análise e assimilação da informação. Nesta fase, recorrendo principalmente ao youtube, fizemos um pequenos estudo sobre os mais variados tipos de vídeo, tendo em conta factores lógicos como a técnica e a estética, bem como, um factor que pouca gente considera importante quando se encontra na fase de decisão do tipo de vídeo a fazer, que é então o número de visualizações num determinado espaço de tempo.
Em paralelo, demos também início ao planeamento e discussão. Nesta fase tiveram lugar todas as reuniões nas quais as ideias e propostas foram debatidas. Nestas reuniões, todas as sugestões foram submetidas a uma avaliação democrática e tentativas de adaptação e inserção das mesmas no projecto. Após esta fase, era então feita uma selecção na qual eram escolhidas as ideias mais concisas e passíveis de integrarem, de forma construtiva o trabalho.
De seguida, entrámos numa fase de experimentação. Nesta fase foram feitos alguns estudos e experiências de filmagens. Estes testes eram, posteriormente avaliados, sendo feitas todas as correcções necessárias até que as ideias em bruto passassem a reunir as condições requisitadas.
Posteriormente, iniciámos uma nova fase, a execução prática. Nesta fase, após uma análise prévia efectuada na fase anterior, demos início às filmagens e estruturação física do projecto. Esta foi uma fase essencialmente prática, na qual pudemos aprender mais sobre o conteúdo em aprendizagem.
Finalmente, numa última abordagem, debruçámo-nos sobre uma nova etapa do projecto: a montagem e concepção. Nesta fase concentramo-nos na edição do vídeo, montagem e ajustes. Foi uma fase com um certo grau de complexidade, no entanto, não consideramos que tenha sido nem a mais difícil, nem a mais importante. Isto porque todas as fases têm a sua importância e assumem um papel determinante no projecto. Nenhuma delas é dispensável, assumindo todas, portanto, os mesmos postos no que diz respeito à relevância e importância.
Como tal, apresentamos ainda uma pequena cronologia na qual expomos o nosso ritmo de trabalho:
2 de Março a 5 de Março – Recolha, análise e assimilação da informação.
5 de Março a 10 de Março – Planeamento e discussão.
11 de Março a 13 de Março -Experimentação.
14 de Março a 23 de Março – Execução prática.
23 de Março a 26 de Março – Montagem e concepção.
Reflexão e análise do empenho e desempenho do grupo:
Toda a produção do trabalho foi fruto de uma total harmonia entre todos os elementos do grupo, tendo portanto sido resultado de uma decisão tomada em grupo. Aliás, caso assim não fosse, o projecto não teria assumido a forma que assumiu e que, na nossa opinião, corresponde ao que nos foi pedido.
Portanto, enquanto grupo, está mais do que visto que funcionámos na perfeição, o que não significa que tenhamos estado sempre em total concordância. Aliás, exactamente pelo contrário. Toda a divergência de opiniões e debates comprovaram o nosso espírito de iniciativa e esforço em dar tudo pelo trabalho. Tanto as condições obviamente positivas, como as aparentemente negativas, contribuíram em tudo para o ambiente saudável do grupo.
Apresentamo-nos como um grupo dotado de um fortíssimo sentido de argumentação em defesa de ideias próprias e gostamos de assumir um papel de persuasão e não de imposição das mesmas.
Consideramos ainda importante referir que, enquanto grupo, nos fazemos valer de um apurado sentido de inovação e espírito crítico que trazem todos os benefícios para a criação de um projecto desta envergadura.
Todos os elementos do grupo contribuíram e colaboraram de igual forma em todo o projecto, não tendo havido, portanto, nenhum que assumisse um papel de destaque. Sempre que, por algum motivo devidamente justificado, algum elemento não pudesse participar numa actividade, o grupo procedia de uma das seguintes formas: em primeiro lugar, tentava arranjar uma solução, alterando o dia ou o horário de determinada actividade; se, por questões de gestão de tempo essa fosse uma solução irremediavelmente inviável, então o elemento em falta compensava a sua ausência de uma outra forma. Assim, nenhum dos elementos se sentiria injustiçado ou desconfortável com a situação.
Logicamente, como em todos os restantes grupos, também no nosso existe um grande contraste de feitios e tipos de reacção às mais distintas situações. Ainda assim, trabalhamos não só na base da técnica e aplicação de conhecimentos sobre a matéria, como também na questão do domínio sócio-pessoal que consideramos igualmente importante.
Desde o início que o grupo estava prevenido para o facto de surgirem algumas quezílias entre os elementos, resultado de algum stress com os prazos ou pelo simples desagrado perante determinada situação. No entanto, o grupo contrariou todas as probabilidades, mantendo sempre um espírito e mente abertos, aceitando todo o tipo de criticas construtivas e tendo sempre como palavra-chave, “comunicação”.Sem dúvida que a comunicação foi a base do trabalho. Nenhuma ideia, por muito boa que seja, resulta num trabalho bem conseguido se não for reflexo de uma excelente capacidade de comunicação.
Enquanto grupo, temos ainda uma grande característica – a autonomia. Somos um grupo portador de uma forte noção de autonomia e capacidade de iniciativa. Durante o decorrer do projecto, demos todos os passos em frente para a execução do mesmo, não tendo nunca dependido de terceiros e tendo sempre dado prioridade às nossas capacidades, bem como às nossas limitações.
Concluímos, ainda, que como grupo funcionamos na perfeição e somos capazes de colocar as nossas inter-relações pessoais de lado, optando por um papel de total sinceridade e frontalidade, ignorando o facto de podendo ferir algumas susceptibilidades rompendo, possivelmente, qualquer elo de ligação completamente alheio ao projecto.
Posto isto, resta acrescentar que constituímos um grupo equilibrado e extremamente versátil. Dividimos todas as tarefas e planeamos todo o projecto de modo a não beneficiar nem prejudicar ninguém e assumimos uma posição de total predisposição perante o projecto. Como tal, vemo-nos como um grupo empreendedor, que alia as necessidades ao prazer de ser, estar e fazer.
Quanto ao trabalho produzido, encaramo-lo como um reflexo daquilo que cada elemento é, conseguindo assim cada uma de nós rever-se no mesmo.
Peroração*:
Nesta parte conclusiva do relatório de conclusão de projecto, gostávamos de apresentar uma peroração. *Isto é, queremos, não só mostrar a nossa posição perante o produto final, como também fazer um breve resumo das questões e temáticas abordadas pelo trabalho. Para além disso, queremos também fazer uma espécie de apelo à audiência para que assistam ao resultado final com um olhar crítico, no entanto consciente da finalidade e intencionalidade do projecto em questão. Assim sendo, esta será uma conclusão passível de incorporar uma argumentação e discurso quer escritos, quer verbais.
A temática do projecto, aborda, essencialmente, a forma como o cidadão da sociedade actual encara a vida. Isto é, vivemos numa sociedade frenética, perdida na sua agitação e inquietude. Desta forma, ninguém consegue viver a sua própria vida de uma forma independente e do modo que realmente deseja. O problema é que, na verdade, o Homem, neste momento, vive tão dependente de horários e de terceiros que nem tem tempo para perceber o que realmente quer e para assumir uma posição firme na sua própria vida. Aliás, muitas das vezes, o Homem da sociedade em que vivemos acaba mesmo por perder o protagonismo da sua vida, entregando o papel principal a uma outra pessoa que, sem que o saiba, acaba por assumir o papel principal e, consequentemente, o controlo da vida de outrem.
Actualmente, o Homem resume-se a um ser aparentemente independente cujos limites são impostos por algo ou alguém que, à partida, não teria nada a ver com a sua vida.
Assim sendo, este projecto deve ser visto como uma espécie de hino à vida e incentivo ao seu aproveitamento pleno e exaustivo. Porque a vida é para ser vivida e relembrada com um sorriso na cara. Basicamente, o projecto pretende contrariar o comodismo actual e incentivar as pessoas a assumirem o controlo das suas vidas.
De uma forma geral, tendo em conta que todos os elementos que constituem o grupo são do sexo feminino, o projecto tente a focar-se um pouco mais no conceito feminino. No entanto, a motivação deste facto suplanta o atrás referido. Isto é, a mulher é um ser extraordinário, com uma força, comprovadamente, espantosa. O poder que a mulher actual tem na sociedade é puro mérito próprio. Se por um lado, o Homem se encontra no topo da sociedade com base em estereótipos, a mulher não; a mulher conquistou o seu papel, lutou pela sua emancipação, remou contra ventos e marés.
Como tal, nada como enaltecer e dar ênfase à forma feminina e mostrar-lhe tudo o que, com um espírito guerreiro e energia positiva, poderá ainda alcançar.
A mulher pode não ter a estrutura física do homem, no entanto consegue equiparar-se a ele em quase todas as situações. Por outro lado, talvez por ser alvo de uma maior pressão psicológica, acaba por se tornar emocionalmente mais instável. Note-se, instável, não inferior.
É realmente notório que o grupo é composto por elementos do sexo feminino absolutamente feministas e, como pessoas decididas e capazes que somos, pretendemos não mostrar ao mundo a mulher e a sua força, mas mostrar às mulheres do mundo a força que elas próprias têm e que, muitas vezes, desconhecem. Este acaba por ser um trabalho mais vocacionado para as mulheres e abranger uma audiência maioritariamente feminina, mas adequa-se, na perfeição, à visualização por parte dos espectadores do género masculino.
Este trabalho funciona como um ensinamento, quer para o homem, quer para a mulher: ser feliz é a única constante da vida. Consegui-lo ou não, só depende de nós. Esta é uma atitude que parte de nós mesmos, vem de dentro. Não podemos esperar que a vida passe por nós, devemos estar sempre dois passos à sua frente.
Devemos sempre aproveitar a vida ao máximo. E com isto não falamos em excessos nem loucuras. Estamos apenas a referir-nos ao facto de que a vida é realmente uma dádiva e a melhor forma de tirarmos proveito dela é aproveitando cada minuto. Pessimismos à parte, a realidade é uma: não sabemos quanto tempo mais temos. Felizmente ou infelizmente, não somos detentores do poder de controlar o destino. Quem sabe se um dia saímos de casa pela manhãzinha e não voltamos. Sim, são tudo meras suposições, mas não são ficção, não deixam de ser verdade, não deixamos de correr estes riscos.
(sinopse)
Portanto, optamos por apresentar um trabalho que ilustre o ponto de viragem, o dia em que a vida de uma mulher muda pela simples razão de que ela passou a ver e a encarar a vida com outros olhos, de uma forma mais positiva.
Isto é, o nosso projecto retrata uma mulher visivelmente descontente com a sua vida que, como em todos os outros dias, chega a casa depois de um dia de trabalho. Mas, naquele dia há algo diferente. Essa mulher está cansada da sua rotina e da falta de cor na sua vida.
Entra em casa, descalça as botas que a massacraram durante todo o dia, senta-se no sofá para ver televisão mas adormece. Enquanto dorme tem pesadelos. Sonha com aquilo que, na realidade, até é a sua vida. De repente, tocam à campainha. Acorda, dirige-se à porta e abre-a. Do nada, surge um enorme clarão e, sem nenhuma explicação, é como se tudo o que desejasse lhe passasse mesmo ali à frente dos olhos, como se estivesse em frente à televisão a ver um daqueles anúncios em que as pessoas aparecem sempre sorridentes e com expressões esfusiantes. Finalmente, quando toda essa sequenciação de momentos de pura felicidade termina, ainda perplexa e envolvida num misto de emoções, fecha a porta à medida que vai assimilando que acabou de acontecer e apercebe-se de que era exactamente aquilo que faltava na sua vida e era exactamente atrás de situações como aquelas que tinha de correr.
Então, decide mudar, começando por algo tão simples como vestir-se de uma forma mais colorida, mais alegre, porque, definitivamente, os outros verão em
nós aquilo que nós quisermos que eles vejam. Assim, apresentando-se como alguém mais satisfeito com a vida, alguém que transborda luz e cor, decide fugir à sua rotina fazendo algo que, provavelmente, já nem sabia como se faz e, sai de casa. Sai com as amigas, pronta a viver a vida, aproveitando os últimos raios de sol de um dia que, no seu decorrer, perdida em todas as duas preocupações, nem lhe parecia tão radiante quanto era na verdade.
E, com isto, através do simples confronto com a sua realidade, ela torna-se uma pessoa mais feliz, mais consciente do que o mundo lá fora tem para lhe oferecer, daquilo que está à sua espera.
Esta é a essência do nosso projecto. Queremos que as pessoas percebam que o Homem tem tendência a sobrevalorizar os aspectos negativos e às vezes esquece-se de que há sempre coisas boas para compensar as más. Queremos que as pessoas se disponham a viver a vida com tudo o que ela tem para dar e não se refugiem na solidão, fugindo das coisas más, esquecendo-se de que, assim, também estão a impedir que coisas boas lhes aconteçam.
Este foi um trabalho cuja temática é resultado de uma adaptação de uma divergência de gostos. Ou seja, como seres humanos dotados de raciocínio, cada um dos elementos do grupo possuía ideias fixas e gostos definidos. Como tal, foi necessário encontrar um meio-termo a fim de produzir um trabalho que não fosse contra as ambições de ninguém, mas sim ao encontro das mesmas. Assim, orgulhamo-nos de poder afirmar que este é um trabalho que corresponde na totalidade às nossas expectativas, enquanto grupo e, aos nossos gostos, enquanto seres singulares e únicos.
Neste projecto foram tidos em conta os mais ínfimos pormenores, desde a caracterização à postura em cena. Aliás, razão pela qual fizemos questão de apresentar uma justificação para a presença de todas as cenas constituintes do desenvolvimento.
Esta é a nossa abordagem à temática da Responsabilidade Social. O que fazemos, o que dizemos e, simplesmente, o que somos, também dizem respeito aos que nos rodeiam. Se estamos bem, isso reflecte-se no que damos pelos outros, mas se, por outro lado, estamos mal, isso também passa cá para fora, e aí a nossa capacidade de dar algo pelo mundo à nossa volta oscilará entre o reduzido e o nulo. As nossas vivências condicionam as vivências de terceiros, e vice-versa.
Somos seres singulares, constituintes de um todo plural. Portanto, temos um papel na sociedade, papel esse que só será desempenhado se formos capazes de digerir e lidar com tudo o que acontece em nosso redor.
Considerando todas estas questões, optamos então por uma música que acompanha então todo o projecto, intitulada por “If today was your last day” (Nickelback). Esta música surge como metáfora ao facto de o projecto ser como que um hino à vida, assim a música funciona como banda sonora da vida. E, assim
sendo, nada como atribuir o título da música ao trabalho, sendo este o mais adequado possível.
Como podem ver, este é um trabalho que tem em conta as várias temáticas abordadas ao longo do ano, desde a responsabilidade social ao conceito dos não-lugares, uma vez que fizemos questão de integrar imagens capturadas em lugares que não nos pertenciam a título de exclusividade.
Este relatório apresenta uma sólida argumentação em defesa do conceito e conteúdo do produto final apresentado, uma vez que estamos cientes daquilo que nos é pedido e encaramos o resultado como algo que corresponde ao que nos foi proposto.
Posto isto, acrescentamos apenas que estamos bastante contentes com o resultado final e mais do que isso, estamos bastante contentes com tudo o que aprendemos, nas mais variadas áreas, com a produção do mesmo.
Agora, aqui fica a questão: E se hoje fosse o teu último dia…?





